O Chefe de Operações do Segundo Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral HU-2 e Encarregado do Destacamento Aéreo Embarcado, Capitão-de-Corveta Hélcio Blacker Espozel Júnior, explica que participar pela primeira vez de uma manobra militar do porte da CRUZEX, com o emprego real do meio aéreo, é fundamental para aprimorar a operacionalidade de seu Esquadrão, estreitar laços doutrinários e operacionais com a Força Aérea Brasileira, além de entrosar equipes e equipagens para o combate.
Uma das grandes dificuldades aprimorada pelo Exercício são as comunicações. Toda a diferença cultural entre Marinha e Aeronáutica se traduz num conjunto de palavras e fraseologias diferentes que devem ser balizadas para que as equipes possam interagir e cooperar no cumprimento das missões, já que uma aeronave é fundamental para a segurança da outra. Só para se ter uma idéia, se durante o check das aeronaves alguém pedir para fechar a tampa do motor, o mecânico da Marinha dirá: “Na virada, verifique a capuxana”. Pela Aeronáutica será: “No pré-voo quente, verifique a carenagem”. Desta forma, para que todos pudessem se entender e falar a mesma língua, foi feito um briefing de quase duas horas para definir fraseologias e procedimentos no solo e no ar.
Para o Tenente-Coronel Aviador Marcelo Fornasiari Rivero, Comandante do 7°/8° Grupo de Aviação (GAv), a operação CRUZEX V foi mais uma oportunidade para o Esquadrão colocar em prática a doutrina de CSAR em um ambiente bastante próximo do real. “Participar novamente de uma operação do porte da CRUZEX V representa um salto operacional para o esquadrão e uma experiência ímpar para todos os tripulantes. O 7°/8°, como de praxe, preparou-se bastante para esse exercício. Desde o início do ano, foram intensificadas as instruções teóricas e práticas para as equipagens, de modo a permitir o máximo aproveitamento por parte de todos os militares envolvidos e aumentar a eficácia de suas operações”.
Além do trabalho em parceria com a Marinha do Brasil, destaca-se a estreita coordenação com os militares do Grupo de Comunicações e Controle (GCC), do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF) e de todas as demais Organizações Militares que dão suporte às operações aéreas e o perfeito enlace das atividades do contingente de Campina Grande com a Direção do Exercício CRUZEX V.
CRUZEX V. A Guerra é simulada. O treinamento é real.
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