Pequise sobre as Operações CRUZEX III, IV, V e VII
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sábado, 2 de novembro de 2013

COMEÇA A CRUZEX 2013

Caros amigos, estamos voltando as atividades relativas a Operação Cruzeiro do Sul em sua sétima edição.

Para os novos amigos que estão tomando conhecimento agora da existência desta mega operação com sede em Natal/Parnamirim - RN e que se estende por Caicó, Mossoró e Recife/PE, recomento que, para que possam entender melhor a CRUZEX, leiam as páginas linkadas logo abaixo do logotipo deste blog.

Embora que, oficialmente, a CRUZEX 2013 só comesse no próximo dia 5 de novembro, os céus brasileiros já estão fervilhando de caças das nações que participarão do evento.

A partir de hoje estaremos informando tudo sobre este gigantesco evento. Espero que gostem e que compartilhem com seus amigo.

Estarei disponibilizando fotos minha que são de "Domínio Público", ou seja, que todos podem usar como bem intenderem pois não possuem restrições de uso.

Abraços,
Geovanne Pinheiro

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Exercício vai até 36 mil Km de altitude

A CRUZEX C2 2012 treina o uso de aeronaves em um conflito moderno, como aviões de caça, helicópteros e Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT). Mas, pela primeira vez, o exercício inclui a simulação do uso de satélites. “É um cenário bem realista para as guerras da atualidade”, diz o Coronel José Vagner Vital, da Força Aérea Brasileira. Durante todo o exercício, o planejamento e a execução das missões ocorrem com o apoio das informações enviadas por uma constelação simulada de satélites em órbitas que vão até os 36.000 km de altitude.
Do espaço é possível, por exemplo, fazer imagens da área em conflito, facilitar as comunicações e até espionar as forças hostis. Um dos aspectos mais explorados da constelação de satélites simulada, no entanto, é a guiagem de bombas. Com informações mais precisas sobre a localização dos alvos, as aeronaves de combate podem fazer ataques com precisão maior que com o uso de guiagem laser. “Os satélites tornam a guerra mais eficiente e eficaz”, explica o Coronel Vital, que lembra ainda que a precisão também ajuda a evitar danos colaterais, como atingir a população civil por engano.

Os primeiros ataques reais com bombas guiadas por satélite ocorreram durante a Operação Allied Force, em 1999, quando uma coalizão da Organição do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) atuou na região dos Balcãs para acabar com a escalada de violência no Kosovo. Em um contexto bastante semelhante com o que agora é simulado na CRUZEX C2 2012, a tecnologia ajudou a reduzir erros dos bombardeios e hoje é utilizada por países que fazem parte da OTAN.

Projetos no Brasil

A constelação de satélites na CRUZEX C2 2012 é simulada, mas a Força Aérea Brasileira utiliza o exercício para definir seus projetos na área. “Não se concebe no século XXI uma Força Aérea que não utilize o espaço para executar suas missões”, afirma o Coronel João Batista Xavier, da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), grupo que planeja o lançamento em 2017 do primeiro satélite de uma futura constelação que irá cobrir todo o país.
De acordo com o Coronel Xavier, esta simulação que ocorre agora é fundamental para que os brasileiros possam conhecer as potencialidades dos satélites e também definir os requisitos operacionais para os satélites que o país necessita. “A CRUZEX é um cenário ideal para iniciar uma  doutrina de uso antes mesmo de possuí-los. A gente precisa ter a doutrina para saber exatamente o que precisamos”, explica.

O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) da FAB prevê ainda que a constelação de satélites brasileiros terá funções civis, além das militares. Segundo o Coronel Xavier, dentre outras utilidades, a constelação poderá ajudar na previsão do tempo, na prevensão de catástrofes naturais, no apoio à agricultura e na segurança da navegação marítima, dentre outras.

Fonte: Comando da Aeronáutica

FOTOS, FOTOS E MAIS FOTOS

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Fonte: Comando da Aeronáutica

AS OPERAÇÕES CRUZEIRO DO SUL

Exercícios Anteriores

Desde a sua primeira edição, em 2002, a CRUZEX trouxe inúmeros avanços. Em dez anos, a FAB modificou consideravelmente a forma de empregar seu poder aéreo. 
A realização da CRUZEX gerou muitas lições, possibilitando mudanças em todos os níveis. Manuais doutrinários, documentos e normas operacionais foram adaptados a cada nova operação. Além disso, foram criados cursos e estágios, visando à especialização nas diversas atividades que são desenvolvidas nas modernas operações de combate aéreo.
Na edição de 2008 da CRUZEX, Forças Componentes Navais e Terrestres passaram a fazer parte do exercício, a fim de gerar os eventos necessários para um planejamento conjunto. A modernização do controle do espaço aéreo, com datalinks utilizados entre os Centros de Operações Militares e as aeronaves de controle e alarme em voo, também foi um avanço.
Em 2010, o exercício trouxe outras novidades. A coalizão, que sempre operou a partir de uma mesma localidade, passou a operar em mais de uma base aérea. Isso gerou novos desafios para a coordenação, principalmente com relação à transmissão de ordens e relatórios.
Para criar um cenário mais realista, ainda em 2010, foram colocadas aviações de reabastecimento em voo, de reconhecimento e de transporte de tropa, nacionais e estrangeiras, operando a partir de Recife, enquanto os aviões de caça operaram a partir de Natal. Outro desafio foi o redesdobramento no meio da Operação. O exercício foi iniciado com a força de coalizão em uma localidade e depois movimentado para outro local.

Fonte: Comando da Aeronáutica

CRUZEX ? AONDE?

CRUZEX C2, OPERAÇÃO VIRTUAL EM CENTRO OPERACIONAL DA 1ª FAE


1ª FORÇA AÉREA

Base Aérea de Natal

 

HISTÓRICO

A Base Aérea de Natal (BANT) foi criada em 05/novembro/1942, durante a 2a Grande Guerra, abrigando, inicialmente, diversas unidades de caça, bombardeio e patrulha, dentre elas, o 2º Grupo de Caça, com os Curtiss P-40. O setor oeste da base pertencia à FAB, enquanto que o setor leste, era ocupado pelos norte-americanos. Além das missões de patrulha no Atlântico Sul, os americanos realizaram uma verdadeira ponte-aérea para o norte da África, a fim de abastecer as tropas aliadas. Após o conflito, os americanos se foram e toda a base passou a pertencer à FAB.
Em 05/outubro/1944, o 2º Grupo de Caça foi transferido de Natal para a Santa Cruz no Rio de Janeiro. Algum tempo depois, este esquadrão foi transformado no Estágio de Seleção de Pilotos de Combate e, depois, no 3º/1º GAvC (Grupo de Aviação de Caça). Enquanto isso, em Natal, era criado o 1º Grupo Misto, equipado com um esquadrão de caça e outro de bombardeio. Tal grupo foi extinto em 28/agosto/1945 e criado em seu lugar o 5º GBM Grupo de Bombardeio Médio, equipado com os NA B-25J Mitchell.
Com a reorganização das unidades da FAB em março de 1947, a FAB desativa o 5º GBM e, em seu lugar, cria o 5º GAv Grupo de Aviação. Seu primeiro esquadrão, responsável pela instrução e emprego da Aviação de Bombardeio, operou os NA B-25J Mitchell até 1958, quando foram substituidos pelos Douglas B-26B/C Invader e, posteriormente, pelos Morane-Saulnier MS-760 Paris C-41 e, a seguir, pelos Beechcraft TC-45T, com os quais encerrou-se este tipo de instrução na FAB.
Em novembro de 1953, a FAB decidiu transferir o 3º/1º GAvC (Grupo de Aviação de Caça) de Santa Cruz para Natal, transformando-o no 2º/5º GAv Esquadrão "Joker". Na época o esquadrão passou a utilizar os Republic F-47 Thunderbolt e NA T-6 Texan. O "Joker" funcionou em Natal até o dia 07/dezembro/1956, quando teve os seus pilotos e aviões transferidos para o 1º/4º GAv em Fortaleza, CE.
A BANT também sediou a ERA-21 Esquadrilha de Reconhecimento e Ataque, que veio transferida da Base Aérea do Recife, PE e que permaneceu em Natal, do dia 9/maio/1967 ao dia 26/dezembro/1969, quando todas as ERAs foram transformadas em Esquadrões de Reconhecimento e Ataque.
Em decorrência da criação do Núcleo do Centro de Formação de Pilotos Militares, em Natal, no dia 15/julho/1968, a BANT foi desativada, sendo o 2º/5º GAv Esquadrão "Joker" desativado e o 1º/5º GAv, transferido para Recife juntamente com seus Douglas B-26C Invader.
Em fevereiro de 1970 a base de Natal foi fechada, ficando desativada por um período de 19 anos, sendo reativada somente em setembro de 1989, a fim de sediar o CATRE Comando Aéreo de Treinamento. Tal ativação também foi efêmera, pois praticamente dois anos depois, em 27/dezembro/1990, a BANT era novamente desativada.
Em 1970, foi criado o Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM), que deu origem em 1973 ao CATRE - Centro de Aplicações Táticas e Recompletamento de Equipagens e, ao seu Grupo de Instrução Aérea (GIA), composto por três Esquadrões de Instrução Aérea (1º, 2º e 3º EIA). Mais uma vez a aviação de caça havia retornado à Natal, empregando agora as aeronaves AT-26 Xavante da Embraer e com a missão de formar os pilotos de caça da FAB.
Em 20/outubro/1980, a FAB reativa o 5º GAv, substituindo, assim, o GIA - Grupo de Instrução Aérea. Em 01/janeiro/1981 é criado o 2º/5º GAv Esquadrão "Joker", que assume as funções do 3º EIA, utilizando os mesmos AT-26 Xavante até dezembro de 2004, quando passou a ser equipado com os modernos A-29 e AT-29 Super-Tucano, dando sequência a formação de pilotos de caça.
A outra unidade da BANT, o 1º/4º GAv Esquadrão "Pacau", foi inicialmente criado na Base Aérea de Fortaleza, CE, no dia 24/março/1947, equipado com os bombardeiros Lockheed A-28 Hudson e NA B-25J Mitchell. Suas missões eram de bombardeio leve e da formação dos pilotos de bombardeio. Em novembro de 1956, os B-25J Mitchell foram substituídos pelos P-47 Thunderbolt e o Esquadrão "Pacau", passou a ser uma Unidade de Treinamento de Caça. No ano seguinte, os P-47 Thunderbolt foram substituidos pelos NA T-6 Texan. Em 1958, chegaram os jatos F-80C Shooting Star e, em 1966, os TF-33 T-Bird, que operaram juntos até 1973, quando começaram a entrar em operação os AT-26 Xavante da Embraer.
No dia 1/janeiro/2002, o CATRE foi desativado e a BANT foi novamente ativada. Assim, além do 2º/5º GAv "Joker", no dia 9/janeiro/ 2002, o 1º/4º GAv Esquadrão "Pacau", foi transferido de Fortaleza para Natal, concentrando toda a frota de AT-26 Xavante, que agora está chegando ao final de sua vida útil, mas que porém, continua a servir no treinamento dos líderes de esquadrilhas de caça.
Em 17/novembro/2005 foi criada a Primeira Força Aérea (I FAE), com base em Natal, RN, responsável por reunir todas as unidades de treinamento operacional. A estrutura da nova FAE foi ativada em fevereiro de 2006. 
 
UNIDADES AÉREAS ALOCADAS NA BANT:
2º/5º GAv - 2º Esquadrão do 5º Grupo de Aviação
Esquadrão Joker
1º/11º GAv - 1º Esquadrão do 11º Grupo de Aviação 
Esquadrão Gavião

Fonte: Comando da Aeronáutica