Pequise sobre as Operações CRUZEX III, IV, V e VII
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sábado, 2 de novembro de 2013

O CÉU ESTÁ DIFERENTE

Já há algo de diferente nos céu do Nordeste. Caças F-5EM da Força Aérea Brasileira foram os primeiros participantes a chegarem para a CRUZEX Flight 2013, que acontece entre os dias 4 e 15 de novembro. Os primeiros F-5EM pousaram na Base Aérea de Natal neste domingo (27/10).

No total, a FAB deve utilizar catorze caças F-5EM, dos Esquadrões Jambock, Pampa e Pacau, respectivamente do Rio de Janeiro (RJ), de Canoas (RS) e de Manaus (AM). Durante a CRUZEX, eles vão combater contra caças como os F-16, dos Estados Unidos, Chile e Venezuela, e F-2000, do Brasil.

Para o Tenente-Coronel Eduardo Almeida, Comandante do Esquadrão Jambock, as unidades de F-5 estão preparadas para o desafio. "Já temos uma preparação constante para o combate", garante. Mas completa: "o intercâmbio com as outras forças é um plus no treinamento. Existe uma integração, uma troca muito grande".

Com a experiência de quem participou da primeira CRUZEX, em 2002, e do exercício Salitre I, em 2004, no Chile, o Tenente-Coronel Almeida lembra que os pilotos brasileiros têm a vantagem de voarem "em casa". "Você se sente mais confiante. Conhece a área, conhece os controladores. Consegue ter mais foco na parte mais importante do voo, o combate", explica.

Nesta semana, os F-5EM realizam treinamentos de shot validation, que são os procedimentos a serem adotados na CRUZEX para assegurar quem venceu cada um dos combates aéreos.

Fonte: FAB

COMEÇA A CRUZEX 2013

Caros amigos, estamos voltando as atividades relativas a Operação Cruzeiro do Sul em sua sétima edição.

Para os novos amigos que estão tomando conhecimento agora da existência desta mega operação com sede em Natal/Parnamirim - RN e que se estende por Caicó, Mossoró e Recife/PE, recomento que, para que possam entender melhor a CRUZEX, leiam as páginas linkadas logo abaixo do logotipo deste blog.

Embora que, oficialmente, a CRUZEX 2013 só comesse no próximo dia 5 de novembro, os céus brasileiros já estão fervilhando de caças das nações que participarão do evento.

A partir de hoje estaremos informando tudo sobre este gigantesco evento. Espero que gostem e que compartilhem com seus amigo.

Estarei disponibilizando fotos minha que são de "Domínio Público", ou seja, que todos podem usar como bem intenderem pois não possuem restrições de uso.

Abraços,
Geovanne Pinheiro

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Exercício vai até 36 mil Km de altitude

A CRUZEX C2 2012 treina o uso de aeronaves em um conflito moderno, como aviões de caça, helicópteros e Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT). Mas, pela primeira vez, o exercício inclui a simulação do uso de satélites. “É um cenário bem realista para as guerras da atualidade”, diz o Coronel José Vagner Vital, da Força Aérea Brasileira. Durante todo o exercício, o planejamento e a execução das missões ocorrem com o apoio das informações enviadas por uma constelação simulada de satélites em órbitas que vão até os 36.000 km de altitude.
Do espaço é possível, por exemplo, fazer imagens da área em conflito, facilitar as comunicações e até espionar as forças hostis. Um dos aspectos mais explorados da constelação de satélites simulada, no entanto, é a guiagem de bombas. Com informações mais precisas sobre a localização dos alvos, as aeronaves de combate podem fazer ataques com precisão maior que com o uso de guiagem laser. “Os satélites tornam a guerra mais eficiente e eficaz”, explica o Coronel Vital, que lembra ainda que a precisão também ajuda a evitar danos colaterais, como atingir a população civil por engano.

Os primeiros ataques reais com bombas guiadas por satélite ocorreram durante a Operação Allied Force, em 1999, quando uma coalizão da Organição do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) atuou na região dos Balcãs para acabar com a escalada de violência no Kosovo. Em um contexto bastante semelhante com o que agora é simulado na CRUZEX C2 2012, a tecnologia ajudou a reduzir erros dos bombardeios e hoje é utilizada por países que fazem parte da OTAN.

Projetos no Brasil

A constelação de satélites na CRUZEX C2 2012 é simulada, mas a Força Aérea Brasileira utiliza o exercício para definir seus projetos na área. “Não se concebe no século XXI uma Força Aérea que não utilize o espaço para executar suas missões”, afirma o Coronel João Batista Xavier, da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), grupo que planeja o lançamento em 2017 do primeiro satélite de uma futura constelação que irá cobrir todo o país.
De acordo com o Coronel Xavier, esta simulação que ocorre agora é fundamental para que os brasileiros possam conhecer as potencialidades dos satélites e também definir os requisitos operacionais para os satélites que o país necessita. “A CRUZEX é um cenário ideal para iniciar uma  doutrina de uso antes mesmo de possuí-los. A gente precisa ter a doutrina para saber exatamente o que precisamos”, explica.

O Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) da FAB prevê ainda que a constelação de satélites brasileiros terá funções civis, além das militares. Segundo o Coronel Xavier, dentre outras utilidades, a constelação poderá ajudar na previsão do tempo, na prevensão de catástrofes naturais, no apoio à agricultura e na segurança da navegação marítima, dentre outras.

Fonte: Comando da Aeronáutica

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Fonte: Comando da Aeronáutica

AS OPERAÇÕES CRUZEIRO DO SUL

Exercícios Anteriores

Desde a sua primeira edição, em 2002, a CRUZEX trouxe inúmeros avanços. Em dez anos, a FAB modificou consideravelmente a forma de empregar seu poder aéreo. 
A realização da CRUZEX gerou muitas lições, possibilitando mudanças em todos os níveis. Manuais doutrinários, documentos e normas operacionais foram adaptados a cada nova operação. Além disso, foram criados cursos e estágios, visando à especialização nas diversas atividades que são desenvolvidas nas modernas operações de combate aéreo.
Na edição de 2008 da CRUZEX, Forças Componentes Navais e Terrestres passaram a fazer parte do exercício, a fim de gerar os eventos necessários para um planejamento conjunto. A modernização do controle do espaço aéreo, com datalinks utilizados entre os Centros de Operações Militares e as aeronaves de controle e alarme em voo, também foi um avanço.
Em 2010, o exercício trouxe outras novidades. A coalizão, que sempre operou a partir de uma mesma localidade, passou a operar em mais de uma base aérea. Isso gerou novos desafios para a coordenação, principalmente com relação à transmissão de ordens e relatórios.
Para criar um cenário mais realista, ainda em 2010, foram colocadas aviações de reabastecimento em voo, de reconhecimento e de transporte de tropa, nacionais e estrangeiras, operando a partir de Recife, enquanto os aviões de caça operaram a partir de Natal. Outro desafio foi o redesdobramento no meio da Operação. O exercício foi iniciado com a força de coalizão em uma localidade e depois movimentado para outro local.

Fonte: Comando da Aeronáutica